Como fazer um projeto elétrico inteligente

Materiais Elétricos e Ferramentas
6 de março de 2019 / Comentar

Na hora de construir ou reformar um imóvel, tenha sempre em mente a importância de um bom projeto elétrico. Ele não é necessário somente para a aprovação de sua obra na prefeitura, mas para ter segurança e possibilidades de uma manutenção mais rápida e precisa.

Um projeto elétrico consiste em quantificar, determinar e localizar os pontos de utilização de energia elétrica. Também inclui o dimensionamento, a definição e a localização de dispositivos de proteção.

Neste post você vai conferir algumas dicas para se obter um projeto elétrico inteligente.

1. Iluminação com circuitos exclusivos

Um problema comum nos projetos residenciais é distribuição incorreta dos circuitos elétricos, em alguns casos podendo causar até incêndios ou curto circuitos.

Isso acontece, porque o cliente querer economizar na parte elétrica, não conhecendo os riscos e ignorando a elaboração de um projeto elétrico. Podendo até contrariar determinações de normas e regras como a NBR 5410.

Separar a iluminação em circuitos exclusivos garante segurança e praticidade na instalação e no uso. Além disso, quando for preciso fazer qualquer alteração, por questões técnicas ou estéticas, é muito mais fácil trabalhar sobre circuitos exclusivos, sem ter que alterar nenhuma outra estrutura.

Veja aqui o que você precisa saber antes de comprar cabos e fios elétricos.

2. Planejar uma estrutura elétrica bivolt

Independente do padrão de tomadas implantado na sua região, pode ser interessante implantar uma estrutura elétrica bivolt. Com duas tensões disponíveis, 127V e 220V, permite adaptar os circuitos alimentados conforme necessário.

Por exemplo, a tensão mais baixa pode ser usada em tomadas próximas às camas, em escritórios ou espaços que você deseje uma minimização de riscos de acidentes.

A tensão mais alta, por outro lado, deve ser usada para equipamentos que precisem de uma maior potência. Você pode utilizar condutores de bitola menor, chegando até às possibilidades de sobrecarga reduzidas. Tudo em função de uma corrente elétrica de menor intensidade.

3. Utilizar tubulações externas

Essa dica pode não ser bem vista por algumas pessoas, porem em ambientes de escritórios, ou residências com um ar mais industrial e despojado, utilizar as tubulações externas está virando uma tendência arquitetônica.

Além de permitirem uma versatilidade muito maior na distribuição de pontos de tomadas e iluminação, reduzem os custos de implantação e de possíveis adaptações e consertos futuros.

Desta forma, quando for preciso alterar uma configuração de circuito, basta acessar qualquer ponto externamente, sem quebrar paredes ou recorrer ao projeto para encontrar caixas, emendas e derivações.

4. Investir em automação da iluminação

Por último, você pode fugir um pouco do comum e investir em automação de iluminações para determinados ambientes. Essa ferramenta vem ganhando muita força devido aos seus benefícios econômicos.

Com uma iluminação automatizada, você consegue ajustar o número de lâmpadas acesas e suas intensidade, reduzindo assim os custos e desperdícios do espaço.

Além disso, luzes que se apagam quando não são necessárias significam ainda um aumento da durabilidade das lâmpadas, e de todos os componentes que se energizariam sem necessidade, e uma maior responsabilidade ambiental.

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Com informações de eletroenergia.